JUSTIFICATIVA

O argumento central desta proposta de pesquisa se baseia no fato de que não conhecemos minimamente o estado, o funcionamento e as perspectivas da área profissional para a qual formamos pessoas. Grosso modo, podemos delinear o cenário no qual estamos envolvidos a partir dos seguintes pontos:

  1. Vivemos um período de rápida transformação dos horizontes de atuação, de mudanças tecnológicas profundas, de abertura dos mercados aos serviços estrangeiros.
  2. O próprio universo da produção de conhecimentos também conhece uma "crise de finalidade", onde vários de seus pressupostos são colocados em cheque, com nítidos desdobramentos sobre o redesenho das próprias profissões. Ou seja, os conteúdos básicos das profissões estão sendo rapidamente transformados e, muitas vezes, vários segmentos profissionais estão sendo pegos de surpresa por um avanço muito rápido das relações jurídicas e normativas, de divisão do trabalho ou mesmo das condições de produção propriamente ditas.
  3. Todos os níveis de formação, seja o ensino técnico, a graduação ou a pós-graduação, estão sendo rapidamente afetados por esses processos.
  4. O campo da arquitetura e urbanismo conhece uma re-significação importante, na medida em que passa a ocupar posição central nos processos mundiais de reestruturação urbana, embora nem de longe consiga responder a uma demanda social urbana cumulativa, particularmente nos países do terceiro mundo.
  5. A proliferação de cursos de arquitetura e urbanismo no Brasil se faz sem nenhum tipo de avaliação sistematizada relativa ao campo profissional propriamente dito, com diretrizes definidas a partir de princípios gerais, o que é fundamental mas insuficiente para guiar ações de política educacional. Some-se a isso a enorme pressão exercida pelo setor privado da educação no sentido de continuamente ampliar a gama de cursos oferecidos e teremos uma equação no mínimo complexa entre princípios orientadores da formação e lógicas de mercado na ação educacional.
    Apoderar-se portanto criticamente da realidade do exercício da profissão e das demandas sociais configuradas é condição para se pensar prospectiva e consistentemente a formação a ser oferecida.
    Do ponto de vista da equipe de pesquisa aqui envolvida, é importante ressaltar também que, a partir da reestruturação curricular do curso de graduação, realizada na Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal da Bahia entre 1995 e 1996, instaura-se uma prática de avaliação da formação oferecida que, embora imperfeita, tem apontado insistentemente para a importância desse processo, como já demonstrado nos seminários de avaliação curricular da FAUFBA realizados em 1997 e em 1999.
    Embora esse processo avaliativo tenda a se generalizar, a área de Arquitetura e Urbanismo, bastante ativa e inovadora do ponto de vista de formulações teóricas e de estratégias pedagógicas, muito pouco tem produzido, no entanto, de forma sistematizada, de análise sobre a realidade operativa da profissão e suas perspectivas. Assim, ao lado de uma prática de discussão sobre formação já relativamente consolidada , apenas algumas poucas e rarefeitas avaliações empíricas do campo profissional podem ser encontradas , embora haja um certo consenso sobre a situação de crise da profissão. Outras áreas, no entanto, têm se dedicado mais à questão, como a engenharia ou o amplo trabalho sobre campo profissional e mercados de trabalho desenvolvido pelos cursos de Comunicação e Jornalismo em âmbito nacional em 1995 .
    Assim, com 17 atribuições profissionais para arquitetos e urbanistas regulamentadas por lei, mais as diferentes possibilidades de posição na ocupação de um hierárquico, diferenciado e irregular mercado de trabalho, a diversidade das situações é supostamente enorme, mas totalmente desconhecida em seus desdobramentos empíricos.
    Conhecer a realidade operativa da profissão, no sentido largo, deve contribuir, a nosso ver para se poder agir sobre as condições de complexidade que o próprio campo de formação exige. Assim, ao lado das visões conceituais que definem as diretrizes para se pensar a arquitetura e o urbanismo hoje - sumamente importantes, na medida em que revelam a concepção da profissão, inclusive em seus aspectos éticos e políticos - figuraria também uma avaliação da prática atual e perspectiva da profissão, assim como das demandas sociais em relação à área, que não faz mais sentido continuarem a ser ignoradas ou adjetivadas.

  RELEVÂNCIA
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Importa considerar cinco âmbitos de relevância para o projeto: o conceitual, o educacional, o profissional, o regional e o institucional:

  1. em primeiro lugar, como já indicado, trabalhar na confluência entre concepções de formação, demandas sociais e mercado de trabalho significa poder ampliar conceitual e metodologicamente a referencialidade da reflexão sobre a formação profissional na área de arquitetura e urbanismo;
  2. a avaliação da ação educacional leva à possibilidade de formulação de estratégias de formação em seus vários níveis, na atualidade e complexidade de suas determinações e interações;
  3. a produção de indicadores consistentes sobre o campo profissional permite criar condições para uma maior sinergia e, portanto, abrir possibilidades de atuação conjunta, entre organismos vinculados à formação e organismos vinculados à atuação profissional, a exemplo dos atuais CREA's, IAB's, Sindicatos de Arquitetos e AsBEA's;
  4. a aproximação com a realidade operativa da profissão no âmbito regional permite identificar prioridades de formação que, sem abrir mão de seus princípios gerais, demonstre um maior grau de articulação a questões materializadas por aquilo que, metodologicamente, pode-se chamar de a realidade (e a sua transformação) como tendência ;
  5. a vida institucional, quando ativa, é marcada por momentos de mobilização e agregação de sua comunidade, constituindo elementos de referência em sua história. Este projeto, pelo viés da pesquisa e pelo universo de professores já envolvidos e de estudantes a envolver, busca se somar a uma dinâmica crescente de transformação da Faculdade de Arquitetura da UFBa que vem articulada a um clima instigante de discussão e de envolvimento com perspectivas de formação e com perspectivas profissionais. Como único curso de arquitetura e urbanismo no Estado até 1999 , sua competência na elaboração de estratégias institucionais de formação, pesquisa e extensão é fator fundamental para o delineamento do novas perspectivas de formação para a área no Estado.

  PROBLEMÁTICA
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Trata-se de construir, para a Bahia, um marco de avaliação analítico e propositivo que interrogue a formação em arquitetura e urbanismo, numa temporalidade atual e prospectiva, em sua relação com as características da inserção e das atividades desenvolvidas pelos profissionais arquitetos e urbanistas, com as demandas sociais colocadas para a área e, como não poderia deixar de ser, com as reflexões de formação elaboradas a partir da própria área de arquitetura e urbanismo. A questão, portanto, é repensar não só uma formação, mas a própria profissão e suas formas de inserção social, avaliando-a em sua interatividade com os diversos setores sociais: do estado ao movimento social, passando pelo mercado em suas configurações e demandas mais contemporâneas.
O desafio reside então em fazer trabalhar essa situação de tensão entre várias configurações, fazendo com que a lógica própria de cada uma delas possa interagir produtivamente com as outras, ao invés de ignorá-las. É o que alguns autores chamam de dialógica, paradigma que possibilitaria uma enorme fertilização das ciências humanas , ao operar a lógica de inclusão das temáticas e da relação estreita entre teoria e prática.
Empiricizando essa problemática, diríamos que analisaremos os requisitos atuais de formação profissional em Arquitetura e Urbanismo na Bahia a partir da avaliação da formação oferecida, do mercado de trabalho, da demanda social advinda da vida das cidades, das regiões e do Estado, assim como da construção cultural da própria disciplina. É da inter-relação entre esses diferentes eixos de investigação que nos parece possível compreender as linhas mestras da situação atual de nosso campo profissional assim como das fronteiras abertas e latentes à concepção de novas modalidades e conteúdos de formação.


  METODOLOGIA
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Nossa metodologia é organizada a partir dos três eixos principais que estruturam essa pesquisa e que detalhamos a seguir. Importa ressaltar que há instrumentos de aferição da realidade que serão comuns a vários eixos de pesquisa.

linha mercado de trabalho

Trata-se de conhecer o mercado de trabalho atual e perspectivo para a área de arquitetura e urbanismo.
Para tanto, serão utilizados os seguintes procedimentos:

  1. Estabelecer o perfil dos profissionais atuando no Estado da Bahia, o perfil ocupacional para os últimos 05 anos assim como o mercado de trabalho existente no Estado.
    O levantamento das informações será feito através da aplicação de questionário estruturado, com questões fechadas e abertas, aplicado por alunos da Faculdade de Arquitetura da UFBa especialmente treinados para a função. Será definida uma amostra aleatória estratificada, que dê conta dos parâmetros de tempo de titulação e de localização.
    Pelos dados do CREA-Ba, existem atualmente 2910 arquitetos e urbanistas na Bahia, dos quais 2464 (84,7%) residentes em Salvador e 2563 (88,1% do total) se considerarmos a sua região metropolitana. Os 12% restantes encontram-se dispersos por outros municípios baianos, com alguma concentração nas cidades de porte médio . Estimativas estatísticas iniciais apontam para a necessidade de aplicação de cerca de 350 questionários para um nível de confiança de 95%.
  2. Consolidar os dados relativos às ART's - Anotação de Responsabilidade Técnica - para os últimos 10 anos, de forma a se poder ter domínio sobre as atividades registradas junto ao Conselho Profissional, bem como às suas características e remuneração.
  3. Sistematizar os dados relativos ao mercado de trabalho que opera ainda dentro do período de formação profissional, através da análise dos convênios estabelecidos e funções contratadas entre empresas intermediadoras de trabalho e universidades. Na Bahia, as de maior expressão são o CIEE-Centro de Integração Empresa-Escola, nacional, e o IEL-Instituto Euvaldo Lodi, regional.
  4. Elencar e sistematizar os dados referentes aos 20 principais empreendimentos em implantação ou em projeto para o Estado da Bahia , com o objetivo de conhecer as decorrências possíveis sobre o campo profissional da arquitetura e do urbanismo. O levantamento desses dados será complementado com entrevistas com os responsáveis desses empreendimentos, tentando detectar os horizontes abertos para a área.
    Complementando o levantamento de informação nesse campo, entrevistas com lideranças profissionais na área de Arquitetura e Urbanismo sobre as perspectivas do mercado de trabalho deverão também ser desenvolvidas.

linha demandas sociais

Trata-se de conhecer as expectativas e as necessidades colocadas frente àquilo que se imagina ser a profissão do arquiteto e urbanista. Para isso, serão feitas entrevistas junto a setores líderes de atividades, definidos enquanto tais por sua capacidade em formular projetos e demandas de médio prazo. Para tanto, serão contactados organismos públicos da capital e do interior, setores empresariais (inclusive marketing e publicidade, tecnologias de informação e produção cultural, entre outros), organismos comunitários e ONG's , de forma a compor um universo o mais amplo possível e, a partir dele, a definição da amostra a ser pesquisada.

linha formação profissional

  1. Estabelecer o perfil educacional e a avaliação do curso feito assim como as demandas de formação existentes em seus vários níveis. Essa caracteização será feita através do mesmo instrumento da linha mercado de trabalho, qual seja um questionário a ser aplicado em cerca de 350 arquitetos de todo o Estado da Bahia, com representatividade amostral por ano de formação e por localização. Esse questionário fornecerá elementos fundamentais para a avaliação do ensino oferecido pela FAUFBa em seus diversos períodos, dado que, pode-se supor, a absoluta maioria desses profissionais se formou pela Faculdade de Arquitetura da UFBa, dado que os processos migratórios de profissionais de ensino superior em direção aos Estados do Nordeste é um fenômeno bastante recente.
  2. Avaliar o ensino atualmente sendo oferecido na FAUFBa, através de entrevistas com a totalidade dos professores e com amostra aleatória estratificada dos estudantes, privilegiando sua posição mais avançada no percurso da formação.
    Nessa fase, buscar-se-á estabelecer os conteúdos da formação oferecida (referentes a fatos, a conceitos e princípios, a procedimentos e a valores, normas e atitudes) em relação com as atividades de aprendizagem propostas , de modo a poder perceber os âmbitos que modelam a operacionalização do currículo atual assim como a sua avaliação.
    O levantamento das informações será feito através de questionário estruturado, com questões abertas e fechadas, aplicado por estudantes da Faculdade de Arquitetura especialmente treinados para a tarefa.
  3. Análise comparativa dos currículos de arquitetura em vigor nas 10 principais escolas de Arquitetura e Urbanismo no país, definidas como sendo aquelas que oferecem espectro de formação mais geral, congregando atividades de graduação e de pós-graduação strictu-senso. São elas: UFBa, UFPe, UFMG, UnB, USP, USP-São Carlos, PUCCAMP, Mackenzie e UFRGS.
    Entende-se que é necessário combinar a avaliação interna à FAUFBa à análise das tendências de formação existentes nas principais escolas de arquitetura do país, na medida em que elas são expressão dos diversos processos de transformação das concepções acadêmicas e profissionais na área.
    A sistematização e análise deve privilegiar o conhecimento da composição da grade curricular, o sistema de pré-requisitos, as ementas, diretrizes pedagógicas, a carga horária do curso e sua distribuição por área de conhecimento, as disposições sobre estágio curricular, as condições específicas de ingresso (provas de habilidade específica) e características do TFG - Trabalho Final de Graduação. Além dessa primeira aproximação em termos mais gerais, uma pesquisa mais fina, com visita às escolas, deverá estabelecer condições de comparação entre as modalidades de desdobramento das matérias do currículo e de seus conteúdos; as formas de interação entre teoria e prática; a relação entre as diferentes áreas do conhecimento integrantes da formação do arquiteto; o quadro das optativas; o quadro das "ênfases temáticas" da formação graduada; o funcionamento dos laboratórios.
  4. Pesquisa prospectiva com lideranças nacionais (30 entrevistas) na área acadêmica de Arquitetura e Urbanismo em diferentes âmbitos (graduação, pós, pesquisa, publicações, agências de fomento, extensão, prestação de serviços), com o objetivo de detectar as diferentes concepções relativas aos horizontes acadêmicos e profissionais em formação na área.
  5. Estabelecer o estado da questão no país com relação aos cursos sequenciais, educação continuada, ensino à distância e ensino noturno na área de Arquitetura e Urbanismo. O intuito é conhecer os desdobramentos concretos da recente política educacional no país, entendendo que a educação continuada e os cursos sequenciais significam relação direta com a demanda e, portanto, revelam articulação imediata entre formação e mercado de trabalho. A educação à distância significa incorporação de novas tecnologias de comunicação ao processo de ensino em larga escala. Já o ensino noturno aponta para a possibilidade de inclusão na formação universitária de trabalhadores em geral.

  CARACTERÍSTICAS DO PROJETO
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Conforme estabelecido nos itens 2.1 e 2.2 do edital, passamos a discutir as características do presente projeto de pesquisa.

  1. Equipe envolvida
    O corpo de professores e pesquisadores envolvido é motivado e em sintonia com as questões relativas à reformulação curricular, com os fóruns nacionais de discussão sobre as perspectivas da área e com os desdobramentos da formação no campo profissional propriamente dito.

    Clique no nome para saber mais:

    Coordenadora: Profa. Ana Fernandes

    Professores: Angela Maria Gordilho Souza, Christina Paim Cardoso, Guivaldo d'Alexandria Baptista, Marco Aurélio A. de Filgueiras Gomes, Solange Souza Araújo, Susana Olmos, Vania Hemb Andrade

    Consultores: Aglaé Diament, Luiz Carlos Botas Dourado, Inaiá Carvalho, Nelson Pretto

    Estagiários: Daniel Paz, Fábio Velame, Karina Novoa, Mabel Zambuzzi, Rosa Ribeiro

  2. Contribuição para o desenvolvimento científico e tecnológico
    Trata-se de repensar não só uma formação, mas a própria profissão e suas formas de inserção social, avaliando-a em sua interatividade com os diversos setores sociais: do estado ao movimento social, passando pelo mercado em suas configurações e demandas mais contemporâneas. Daí decorre a possibilidade de se repensar as estratégias de formação graduada e pós-graduada em suas várias vertentes.
    Por outro lado, a própria metodologia utilizada, ao buscar trabalhar na esfera da complexidade dos processos de formação, deve contribuir no sentido de se refletir conceitualmente sobre essa situação de tensão entre várias configurações, fazendo com que a lógica própria de cada uma delas possa interagir produtivamente com as outras, ao invés de ignorá-las, avaliando as possibilidades reais de uma maior articulação conceitual e metodológica entre entre teoria e prática.

  3. Abordagem integrada e interdisciplinar do problema
    Tanto do ponto de vista da pesquisa a ser implementada quanto do ponto de vista da equipe engajada no projeto, explicita-se claramente um percurso que transita nitidamente pelas áreas de arquitetura, educação e sociologia, com grande possibilidade de inter-fertilização entre elas . Por outro lado, o trânsito entre setores profissionais, educacionais, empresariais e comunitários abre também perspectivas no sentido de ampliação dos horizontes da esfera de formação, integrando-a a um universo mais amplo de problematização.

  4. Superação das disparidades regionais
    Aqui trata-se, sobretudo, de contribuir para que o acelerado processo de transformação do território baiano, cujo vigor e fragilidade em termos de patrimônio cultural e ambiental são bastante conhecidos, tenha um caráter minimamente qualificado. Ainda que reconhecendo as limitações da ação educacional, é importante que possamos refletir sobre a realidade operativa da profissão e suas perspectivas, dada a centralidade que ela ocupa no desenvolvimento de propostas materiais de intervenção sobre esse mesmo território.

  5. Ações cooperativas Universidade-Empresa
    A ação mais evidente nesse campo é a de avaliação do modo de operação da cooperação universidade-empresa no que concerne os estágios na área de arquitetura e urbanismo. No entanto, essa aproximação que se pretende com a realidade do mercado de trabalho e com os setores líderes presentes na Bahia deve possibilitar a formulação de estratégias de formação continuada e de formação e pesquisa em áreas de atuação de fronteira, uma das principais formas que tem tomado a relação universidade empresa.
    Por outro lado, vale a pena ressaltar também que o presente projeto possibilita uma ação mais vigorosa de cooperação universidade-organismos que regulamentam e/ou regulam o exercício profissional da área.

  6. Articulação com a formação de recursos humanos
    Centro do projeto, acreditamos não ser necessário repetir aqui toda a argumentação até agora desenvolvida. Ressaltaríamos apenas que, numa Faculdade que tem a ela integrados níveis de formação que vão desde a formação de pessoal técnico (Escola-Oficina de Salvador, projeto da Faculdade de Arquitetura, que forma artesãos para obras de restauração de edifícios) até o doutorado, o projeto certamente contribuirá para o aprofundamento dessa estratégia institucional de formação, particularmente no que concerne os níveis mais diretamente voltados para a atuação profissional

  7. Outros projetos em andamento
    Relativo a esse mesmo tema, apenas o projeto Currículo de Arquitetura, Ensino de Projeto e o Provão 2001 está em andamento (professoras Ana Fernandes, Susana Acosta Olmos e Vania Hemb Andrade) e conta com financiamento da PROPPG da UFBa no valor de R$ 5.000,00 (cinco mil reais).

  8. Submissão a outros órgãos de fomento
    Este projeto não está sendo submetido a nenhum outro órgão de fomento além do CNPq.

  RESULTADOS ESPERADOS
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1. em termos de processo

  • elaboração de estratégias para formação em todos os níveis da FAUFBa
  • reforço ao processo de avaliação do ensino oferecido na universidade pública
  • criação de novas disciplinas e campo de formação continuada
  • estabelecimento de um programa de extensão
  • propiciar condições para estabelecimento de um sistema de monitoramento profissional, em associação com CREA/IAB/Sindicato de Arquitetos
  • identificação de novos agentes de cooperação
  • identificação de fontes de financiamento alternativas
  • levantamento de experiências bem sucedidas
  • envolvimento de docentes e discentes num processo conjunto de se repensar a profissão e a formação
  • possibilidade de expansão da pesquisa para outros estados brasileiros
  • possibilidade de expansão da pesquisa para outras unidades de formação profissional da própria UFBa

    2. em termos de produto

  • série de 4 livros, discutindo quatro das grandes questões colocadas pela pesquisa (concepções da formação, concepções da profissão, mercado de trabalho e formação oferecida pela FAUFBa)
  • número especial da Revista RUA destacando questões relativas às novas possibilidades de formação em arquitetura e urbanismo
  • site na INTERNET com lista de discussão para recolher depoimentos, reações e contribuições sobre as questões levantadas
  • vídeo sobre os dilemas e desafios da profissão e da formação
  • seminário de apresentação de resultados e discussão interno à Faculdade de Arquitetura
  • seminário de apresentação de resultados e discussão interno à UFBa
  • seminário de encerramento em cooperação com CREA, IAB e Sindicato dos Arquitetos no âmbito local e outros organismos da área e Faculdades de Arquitetura no âmbito nacional.

  REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
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DOSSE, François. L'Empire du Sens. L'humanisation des sciences humaines. Paris: La Découverte, 1997.

FERNANDES, Ana, GOMES, Marco Aurélio A. de Filgueiras. A Formação de Pesquisadores em Arquitetura e Urbanismo no Brasil: constituição, dilemas e perspectivas. Salvador: FAUFBa/Mestrado em Arquitetura e Urbanismo, mimeo, 1993.

FERNANDES, Ana, GOMES, Marco Aurélio A. de Filgueiras. Refletindo sobre a Articulação Graduação/Pós-Graduação. FAUFBa/Mestrado em Arquitetura e Urbanismo, mimeo, 1993.

FERNANDES, Ana. Ensino e Formação no Campo do Planejamento Urbano e Regional. Salvador: FAUFBa/ Mestrado em Arquitetura e Urbanismo, mimeo, 1994.

FICHER, Sylvia. "MITOS E PERSPECTIVAS: profissão de arquiteto e ensino de arquitetura" in Revista Projeto n. 185. São Paulo: Arco Editorial, maio/95

FNA (Federação Nacional dos Arquitetos e Urbanistas). Arquiteto faz Projeto. E também faz… Rio de Janeiro: FNA, 1997

LEME, Maria Cristina da Silva. Relatório do Programa de Visitas aos Programas de Pós-Graduação em Urbanismo e Planejamento Urbano em Paris, Londres e Veneza. FAUUSP/CAPES: mimeo, jan/fev 99

MARQUES, Sonia. Maestro sem Orquestra: um estudo da ideologia da formação do arquiteto no Brasil (1820-1950).Recife:PIMES/UFPE, dissertação de mestrado em sociologia, 1983

NUPEM/ECA/USP, FELAFACS. Projeto de Pesquisa Nacional sobre Campo Profissional e Mercados de Trabalho em Comunicação no Brasil. São Paulo/Salvador, 1995.

SANTOS, Milton. Metrópole Corporativa Fragmentada. O caso de São Paulo. São Paulo: Secretaria de Estado da Cultura/Nobel, 1990.

ZABALA, Antoni. "OS ENFOQUES DIDÁTICOS" in COLL, César et al. O Construtivismo na Sala de Aula. São Paulo: Ática, 1998

 
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