O argumento central desta proposta de pesquisa se baseia
no fato de que não conhecemos minimamente o estado,
o funcionamento e as perspectivas da área profissional
para a qual formamos pessoas. Grosso modo, podemos delinear
o cenário no qual estamos envolvidos a partir dos seguintes
pontos:
- Vivemos um período de rápida transformação
dos horizontes de atuação, de mudanças
tecnológicas profundas, de abertura dos mercados
aos serviços estrangeiros.
- O próprio universo da produção de
conhecimentos também conhece uma "crise de finalidade",
onde vários de seus pressupostos são colocados
em cheque, com nítidos desdobramentos sobre o redesenho
das próprias profissões. Ou seja, os conteúdos
básicos das profissões estão sendo
rapidamente transformados e, muitas vezes, vários
segmentos profissionais estão sendo pegos de surpresa
por um avanço muito rápido das relações
jurídicas e normativas, de divisão do trabalho
ou mesmo das condições de produção
propriamente ditas.
- Todos os níveis de formação, seja
o ensino técnico, a graduação ou a
pós-graduação, estão sendo rapidamente
afetados por esses processos.
- O campo da arquitetura e urbanismo conhece uma re-significação
importante, na medida em que passa a ocupar posição
central nos processos mundiais de reestruturação
urbana, embora nem de longe consiga responder a uma demanda
social urbana cumulativa, particularmente nos países
do terceiro mundo.
- A proliferação de cursos de arquitetura
e urbanismo no Brasil se faz sem nenhum tipo de avaliação
sistematizada relativa ao campo profissional propriamente
dito, com diretrizes definidas a partir de princípios
gerais, o que é fundamental mas insuficiente para
guiar ações de política educacional.
Some-se a isso a enorme pressão exercida pelo setor
privado da educação no sentido de continuamente
ampliar a gama de cursos oferecidos e teremos uma equação
no mínimo complexa entre princípios orientadores
da formação e lógicas de mercado na
ação educacional.
Apoderar-se portanto criticamente da realidade do exercício
da profissão e das demandas sociais configuradas
é condição para se pensar prospectiva
e consistentemente a formação a ser oferecida.
Do ponto de vista da equipe de pesquisa aqui envolvida,
é importante ressaltar também que, a partir
da reestruturação curricular do curso de graduação,
realizada na Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal
da Bahia entre 1995 e 1996, instaura-se uma prática
de avaliação da formação oferecida
que, embora imperfeita, tem apontado insistentemente para
a importância desse processo, como já demonstrado
nos seminários de avaliação curricular
da FAUFBA realizados em 1997 e em 1999.
Embora esse processo avaliativo tenda a se generalizar,
a área de Arquitetura e Urbanismo, bastante ativa
e inovadora do ponto de vista de formulações
teóricas e de estratégias pedagógicas,
muito pouco tem produzido, no entanto, de forma sistematizada,
de análise sobre a realidade operativa da profissão
e suas perspectivas. Assim, ao lado de uma prática
de discussão sobre formação já
relativamente consolidada , apenas algumas poucas e rarefeitas
avaliações empíricas do campo profissional
podem ser encontradas , embora haja um certo consenso sobre
a situação de crise da profissão. Outras
áreas, no entanto, têm se dedicado mais à
questão, como a engenharia ou o amplo trabalho sobre
campo profissional e mercados de trabalho desenvolvido pelos
cursos de Comunicação e Jornalismo em âmbito
nacional em 1995 .
Assim, com 17 atribuições profissionais para
arquitetos e urbanistas regulamentadas por lei, mais as
diferentes possibilidades de posição na ocupação
de um hierárquico, diferenciado e irregular mercado
de trabalho, a diversidade das situações é
supostamente enorme, mas totalmente desconhecida em seus
desdobramentos empíricos.
Conhecer a realidade operativa da profissão, no sentido
largo, deve contribuir, a nosso ver para se poder agir sobre
as condições de complexidade que o próprio
campo de formação exige. Assim, ao lado das
visões conceituais que definem as diretrizes para
se pensar a arquitetura e o urbanismo hoje - sumamente importantes,
na medida em que revelam a concepção da profissão,
inclusive em seus aspectos éticos e políticos
- figuraria também uma avaliação da
prática atual e perspectiva da profissão,
assim como das demandas sociais em relação
à área, que não faz mais sentido continuarem
a ser ignoradas ou adjetivadas.
Importa considerar cinco âmbitos de relevância
para o projeto: o conceitual, o educacional, o profissional,
o regional e o institucional:
- em primeiro lugar, como já indicado, trabalhar
na confluência entre concepções de formação,
demandas sociais e mercado de trabalho significa poder ampliar
conceitual e metodologicamente a referencialidade da reflexão
sobre a formação profissional na área
de arquitetura e urbanismo;
- a avaliação da ação educacional
leva à possibilidade de formulação
de estratégias de formação em seus
vários níveis, na atualidade e complexidade
de suas determinações e interações;
- a produção de indicadores consistentes
sobre o campo profissional permite criar condições
para uma maior sinergia e, portanto, abrir possibilidades
de atuação conjunta, entre organismos vinculados
à formação e organismos vinculados
à atuação profissional, a exemplo dos
atuais CREA's, IAB's, Sindicatos de Arquitetos e AsBEA's;
- a aproximação com a realidade operativa
da profissão no âmbito regional permite identificar
prioridades de formação que, sem abrir mão
de seus princípios gerais, demonstre um maior grau
de articulação a questões materializadas
por aquilo que, metodologicamente, pode-se chamar de a realidade
(e a sua transformação) como tendência
;
- a vida institucional, quando ativa, é marcada
por momentos de mobilização e agregação
de sua comunidade, constituindo elementos de referência
em sua história. Este projeto, pelo viés da
pesquisa e pelo universo de professores já envolvidos
e de estudantes a envolver, busca se somar a uma dinâmica
crescente de transformação da Faculdade de
Arquitetura da UFBa que vem articulada a um clima instigante
de discussão e de envolvimento com perspectivas de
formação e com perspectivas profissionais.
Como único curso de arquitetura e urbanismo no Estado
até 1999 , sua competência na elaboração
de estratégias institucionais de formação,
pesquisa e extensão é fator fundamental para
o delineamento do novas perspectivas de formação
para a área no Estado.
Trata-se de construir, para a Bahia, um marco de avaliação
analítico e propositivo que interrogue a formação
em arquitetura e urbanismo, numa temporalidade atual e prospectiva,
em sua relação com as características
da inserção e das atividades desenvolvidas pelos
profissionais arquitetos e urbanistas, com as demandas sociais
colocadas para a área e, como não poderia deixar
de ser, com as reflexões de formação
elaboradas a partir da própria área de arquitetura
e urbanismo. A questão, portanto, é repensar
não só uma formação, mas a própria
profissão e suas formas de inserção social,
avaliando-a em sua interatividade com os diversos setores
sociais: do estado ao movimento social, passando pelo mercado
em suas configurações e demandas mais contemporâneas.
O desafio reside então em fazer trabalhar essa situação
de tensão entre várias configurações,
fazendo com que a lógica própria de cada uma
delas possa interagir produtivamente com as outras, ao invés
de ignorá-las. É o que alguns autores chamam
de dialógica, paradigma que possibilitaria uma enorme
fertilização das ciências humanas , ao
operar a lógica de inclusão das temáticas
e da relação estreita entre teoria e prática.
Empiricizando essa problemática, diríamos que
analisaremos os requisitos atuais de formação
profissional em Arquitetura e Urbanismo na Bahia a partir
da avaliação da formação oferecida,
do mercado de trabalho, da demanda social advinda da vida
das cidades, das regiões e do Estado, assim como da
construção cultural da própria disciplina.
É da inter-relação entre esses diferentes
eixos de investigação que nos parece possível
compreender as linhas mestras da situação atual
de nosso campo profissional assim como das fronteiras abertas
e latentes à concepção de novas modalidades
e conteúdos de formação.
Nossa metodologia é organizada a partir dos três
eixos principais que estruturam essa pesquisa e que detalhamos
a seguir. Importa ressaltar que há instrumentos de
aferição da realidade que serão comuns
a vários eixos de pesquisa.
linha mercado de trabalho
Trata-se de conhecer o mercado de trabalho atual e perspectivo
para a área de arquitetura e urbanismo.
Para tanto, serão utilizados os seguintes procedimentos:
- Estabelecer o perfil dos profissionais atuando no Estado
da Bahia, o perfil ocupacional para os últimos 05
anos assim como o mercado de trabalho existente no Estado.
O levantamento das informações será
feito através da aplicação de questionário
estruturado, com questões fechadas e abertas, aplicado
por alunos da Faculdade de Arquitetura da UFBa especialmente
treinados para a função. Será definida
uma amostra aleatória estratificada, que dê
conta dos parâmetros de tempo de titulação
e de localização.
Pelos dados do CREA-Ba, existem atualmente 2910 arquitetos
e urbanistas na Bahia, dos quais 2464 (84,7%) residentes
em Salvador e 2563 (88,1% do total) se considerarmos a sua
região metropolitana. Os 12% restantes encontram-se
dispersos por outros municípios baianos, com alguma
concentração nas cidades de porte médio
. Estimativas estatísticas iniciais apontam para
a necessidade de aplicação de cerca de 350
questionários para um nível de confiança
de 95%.
- Consolidar os dados relativos às ART's - Anotação
de Responsabilidade Técnica - para os últimos
10 anos, de forma a se poder ter domínio sobre as
atividades registradas junto ao Conselho Profissional, bem
como às suas características e remuneração.
- Sistematizar os dados relativos ao mercado de trabalho
que opera ainda dentro do período de formação
profissional, através da análise dos convênios
estabelecidos e funções contratadas entre
empresas intermediadoras de trabalho e universidades. Na
Bahia, as de maior expressão são o CIEE-Centro
de Integração Empresa-Escola, nacional, e
o IEL-Instituto Euvaldo Lodi, regional.
- Elencar e sistematizar os dados referentes aos 20 principais
empreendimentos em implantação ou em projeto
para o Estado da Bahia , com o objetivo de conhecer as decorrências
possíveis sobre o campo profissional da arquitetura
e do urbanismo. O levantamento desses dados será
complementado com entrevistas com os responsáveis
desses empreendimentos, tentando detectar os horizontes
abertos para a área.
Complementando o levantamento de informação
nesse campo, entrevistas com lideranças profissionais
na área de Arquitetura e Urbanismo sobre as perspectivas
do mercado de trabalho deverão também ser
desenvolvidas.
linha demandas sociais
Trata-se de conhecer as expectativas e as necessidades colocadas
frente àquilo que se imagina ser a profissão
do arquiteto e urbanista. Para isso, serão feitas entrevistas
junto a setores líderes de atividades, definidos enquanto
tais por sua capacidade em formular projetos e demandas de
médio prazo. Para tanto, serão contactados organismos
públicos da capital e do interior, setores empresariais
(inclusive marketing e publicidade, tecnologias de informação
e produção cultural, entre outros), organismos
comunitários e ONG's , de forma a compor um universo
o mais amplo possível e, a partir dele, a definição
da amostra a ser pesquisada.
linha formação profissional
- Estabelecer o perfil educacional e a avaliação
do curso feito assim como as demandas de formação
existentes em seus vários níveis. Essa caracteização
será feita através do mesmo instrumento da
linha mercado de trabalho, qual seja um questionário
a ser aplicado em cerca de 350 arquitetos de todo o Estado
da Bahia, com representatividade amostral por ano de formação
e por localização. Esse questionário
fornecerá elementos fundamentais para a avaliação
do ensino oferecido pela FAUFBa em seus diversos períodos,
dado que, pode-se supor, a absoluta maioria desses profissionais
se formou pela Faculdade de Arquitetura da UFBa, dado que
os processos migratórios de profissionais de ensino
superior em direção aos Estados do Nordeste
é um fenômeno bastante recente.
- Avaliar o ensino atualmente sendo oferecido na FAUFBa,
através de entrevistas com a totalidade dos professores
e com amostra aleatória estratificada dos estudantes,
privilegiando sua posição mais avançada
no percurso da formação.
Nessa fase, buscar-se-á estabelecer os conteúdos
da formação oferecida (referentes a fatos,
a conceitos e princípios, a procedimentos e a valores,
normas e atitudes) em relação com as atividades
de aprendizagem propostas , de modo a poder perceber os
âmbitos que modelam a operacionalização
do currículo atual assim como a sua avaliação.
O levantamento das informações será
feito através de questionário estruturado,
com questões abertas e fechadas, aplicado por estudantes
da Faculdade de Arquitetura especialmente treinados para
a tarefa.
- Análise comparativa dos currículos de arquitetura
em vigor nas 10 principais escolas de Arquitetura e Urbanismo
no país, definidas como sendo aquelas que oferecem
espectro de formação mais geral, congregando
atividades de graduação e de pós-graduação
strictu-senso. São elas: UFBa, UFPe, UFMG, UnB, USP,
USP-São Carlos, PUCCAMP, Mackenzie e UFRGS.
Entende-se que é necessário combinar a avaliação
interna à FAUFBa à análise das tendências
de formação existentes nas principais escolas
de arquitetura do país, na medida em que elas são
expressão dos diversos processos de transformação
das concepções acadêmicas e profissionais
na área.
A sistematização e análise deve privilegiar
o conhecimento da composição da grade curricular,
o sistema de pré-requisitos, as ementas, diretrizes
pedagógicas, a carga horária do curso e sua
distribuição por área de conhecimento,
as disposições sobre estágio curricular,
as condições específicas de ingresso
(provas de habilidade específica) e características
do TFG - Trabalho Final de Graduação. Além
dessa primeira aproximação em termos mais
gerais, uma pesquisa mais fina, com visita às escolas,
deverá estabelecer condições de comparação
entre as modalidades de desdobramento das matérias
do currículo e de seus conteúdos; as formas
de interação entre teoria e prática;
a relação entre as diferentes áreas
do conhecimento integrantes da formação do
arquiteto; o quadro das optativas; o quadro das "ênfases
temáticas" da formação graduada;
o funcionamento dos laboratórios.
- Pesquisa prospectiva com lideranças nacionais
(30 entrevistas) na área acadêmica de Arquitetura
e Urbanismo em diferentes âmbitos (graduação,
pós, pesquisa, publicações, agências
de fomento, extensão, prestação de
serviços), com o objetivo de detectar as diferentes
concepções relativas aos horizontes acadêmicos
e profissionais em formação na área.
- Estabelecer o estado da questão no país
com relação aos cursos sequenciais, educação
continuada, ensino à distância e ensino noturno
na área de Arquitetura e Urbanismo. O intuito é
conhecer os desdobramentos concretos da recente política
educacional no país, entendendo que a educação
continuada e os cursos sequenciais significam relação
direta com a demanda e, portanto, revelam articulação
imediata entre formação e mercado de trabalho.
A educação à distância significa
incorporação de novas tecnologias de comunicação
ao processo de ensino em larga escala. Já o ensino
noturno aponta para a possibilidade de inclusão na
formação universitária de trabalhadores
em geral.
| CARACTERÍSTICAS
DO PROJETO |
|
Conforme estabelecido nos itens 2.1 e 2.2 do edital, passamos
a discutir as características do presente projeto de
pesquisa.
- Equipe envolvida
O corpo de professores e pesquisadores envolvido é
motivado e em sintonia com as questões relativas
à reformulação curricular, com os fóruns
nacionais de discussão sobre as perspectivas da área
e com os desdobramentos da formação no campo
profissional propriamente dito.
Clique no nome para saber mais:
Coordenadora: Profa. Ana
Fernandes
Professores: Angela
Maria Gordilho Souza, Christina
Paim Cardoso, Guivaldo
d'Alexandria Baptista, Marco
Aurélio A. de Filgueiras Gomes, Solange
Souza Araújo, Susana
Olmos, Vania
Hemb Andrade
Consultores:
Aglaé Diament, Luiz
Carlos Botas Dourado, Inaiá
Carvalho,
Nelson Pretto
Estagiários: Daniel Paz, Fábio Velame, Karina
Novoa, Mabel Zambuzzi, Rosa Ribeiro
- Contribuição para o desenvolvimento científico
e tecnológico
Trata-se de repensar não só uma formação,
mas a própria profissão e suas formas de inserção
social, avaliando-a em sua interatividade com os diversos
setores sociais: do estado ao movimento social, passando
pelo mercado em suas configurações e demandas
mais contemporâneas. Daí decorre a possibilidade
de se repensar as estratégias de formação
graduada e pós-graduada em suas várias vertentes.
Por outro lado, a própria metodologia utilizada,
ao buscar trabalhar na esfera da complexidade dos processos
de formação, deve contribuir no sentido de
se refletir conceitualmente sobre essa situação
de tensão entre várias configurações,
fazendo com que a lógica própria de cada uma
delas possa interagir produtivamente com as outras, ao invés
de ignorá-las, avaliando as possibilidades reais
de uma maior articulação conceitual e metodológica
entre entre teoria e prática.
- Abordagem integrada e interdisciplinar do problema
Tanto do ponto de vista da pesquisa a ser implementada quanto
do ponto de vista da equipe engajada no projeto, explicita-se
claramente um percurso que transita nitidamente pelas áreas
de arquitetura, educação e sociologia, com
grande possibilidade de inter-fertilização
entre elas . Por outro lado, o trânsito entre setores
profissionais, educacionais, empresariais e comunitários
abre também perspectivas no sentido de ampliação
dos horizontes da esfera de formação, integrando-a
a um universo mais amplo de problematização.
- Superação das disparidades regionais
Aqui trata-se, sobretudo, de contribuir para que o acelerado
processo de transformação do território
baiano, cujo vigor e fragilidade em termos de patrimônio
cultural e ambiental são bastante conhecidos, tenha
um caráter minimamente qualificado. Ainda que reconhecendo
as limitações da ação educacional,
é importante que possamos refletir sobre a realidade
operativa da profissão e suas perspectivas, dada
a centralidade que ela ocupa no desenvolvimento de propostas
materiais de intervenção sobre esse mesmo
território.
- Ações cooperativas Universidade-Empresa
A ação mais evidente nesse campo é
a de avaliação do modo de operação
da cooperação universidade-empresa no que
concerne os estágios na área de arquitetura
e urbanismo. No entanto, essa aproximação
que se pretende com a realidade do mercado de trabalho e
com os setores líderes presentes na Bahia deve possibilitar
a formulação de estratégias de formação
continuada e de formação e pesquisa em áreas
de atuação de fronteira, uma das principais
formas que tem tomado a relação universidade
empresa.
Por outro lado, vale a pena ressaltar também que
o presente projeto possibilita uma ação mais
vigorosa de cooperação universidade-organismos
que regulamentam e/ou regulam o exercício profissional
da área.
- Articulação com a formação
de recursos humanos
Centro do projeto, acreditamos não ser necessário
repetir aqui toda a argumentação até
agora desenvolvida. Ressaltaríamos apenas que, numa
Faculdade que tem a ela integrados níveis de formação
que vão desde a formação de pessoal
técnico (Escola-Oficina de Salvador, projeto da Faculdade
de Arquitetura, que forma artesãos para obras de
restauração de edifícios) até
o doutorado, o projeto certamente contribuirá para
o aprofundamento dessa estratégia institucional de
formação, particularmente no que concerne
os níveis mais diretamente voltados para a atuação
profissional
- Outros projetos em andamento
Relativo a esse mesmo tema, apenas o projeto Currículo
de Arquitetura, Ensino de Projeto e o Provão 2001
está em andamento (professoras Ana Fernandes, Susana
Acosta Olmos e Vania Hemb Andrade) e conta com financiamento
da PROPPG da UFBa no valor de R$ 5.000,00 (cinco mil reais).
- Submissão a outros órgãos de
fomento
Este projeto não está sendo submetido
a nenhum outro órgão de fomento além
do CNPq.
1. em termos de processo
- elaboração de estratégias para formação
em todos os níveis da FAUFBa
- reforço ao processo de avaliação
do ensino oferecido na universidade pública
- criação de novas disciplinas e campo de
formação continuada
- estabelecimento de um programa de extensão
- propiciar condições para estabelecimento
de um sistema de monitoramento profissional, em associação
com CREA/IAB/Sindicato de Arquitetos
- identificação de novos agentes de cooperação
- identificação de fontes de financiamento
alternativas
- levantamento de experiências bem sucedidas
- envolvimento de docentes e discentes num processo conjunto
de se repensar a profissão e a formação
- possibilidade de expansão da pesquisa para outros
estados brasileiros
- possibilidade de expansão da pesquisa para outras
unidades de formação profissional da própria
UFBa
2. em termos de produto
- série de 4 livros, discutindo quatro das grandes
questões colocadas pela pesquisa (concepções
da formação, concepções da profissão,
mercado de trabalho e formação oferecida pela
FAUFBa)
- número especial da Revista RUA destacando questões
relativas às novas possibilidades de formação
em arquitetura e urbanismo
- site na INTERNET com lista de discussão para recolher
depoimentos, reações e contribuições
sobre as questões levantadas
- vídeo sobre os dilemas e desafios da profissão
e da formação
- seminário de apresentação de resultados
e discussão interno à Faculdade de Arquitetura
- seminário de apresentação de resultados
e discussão interno à UFBa
- seminário de encerramento em cooperação
com CREA, IAB e Sindicato dos Arquitetos no âmbito
local e outros organismos da área e Faculdades de
Arquitetura no âmbito nacional.
| REFERÊNCIAS
BIBLIOGRÁFICAS |
|
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|